quarta-feira, 24 de março de 2010

Kapranos, Twitter e @tataninomia

Quinta-feira, dia 18/3/2010, já tarde da noite, fiz log in na minha conta no Twitter, como de costume, e vi que havia o seguinte tweet do @multishow: Vamos encontrar o FRAZ FERDINAND amanhã e levaremos 10 perguntas dos nossos seguidores pros caras! A entrevista é de vcs! MANDA P/ GENTE! :D. Sem pensar muito, mandei um DM para @multishow, assim: pergunta pra Franz Ferdinand: se tivessem de escolher uma única música deles para ser lembrada daqui a 100 anos, qual seria? Na segunda-feira, postaram o seguinte tweet: Alex K. respondeu os seguidores @ruan96, @lucasvfa, @caionolasco, @marianabradford, @gabrielopes_ @tataninomia, @taiaduarte e @talimoraes ;) Sim!!! Minha pergunta foi selecionada, algo que nem esperava. Achei bem legal esse intermédio do Multishow entre a banda e os fãs. Detalhe: o Alex Kapranos estava segurando o "meu Twitter" nesta foto:

Foto: Multishow

Para a matéria no site do Multishow, clique aqui.

Escoceses invadem Brasília

O disco de estreia da banda escocesa Franz Ferdinand, de 2004, havia me conquistado nas primeiras audições. Comprei o cd apenas com o hit Take Me Out na cabeça e logo todo o disco já havia me arrebatado.

Em fevereiro de 2006, a banda veio ao Brasil abrir os shows do U2, no Rio e em São Paulo, e no meio do caminho apresentaram, na Lapa, bairro tradicional da boemia carioca, um show da turnê do segundo álbum, You Could Have It So Much Better, lançado no segundo semestre de 2005.

Foi exatamente no dia 23/2/2006 que os quatro escoceses – Alex, Nick, Bob e Paul – proporcionaram uma noite que, com certeza, ficou grudada na memória das pessoas que puderam presenciar uma explosão de sensações que tornou ainda menor o pequeno espaço do Circo Voador.

Mesmo ciente de que não poderia deixar a chance passar, comprar o ingresso deu um friozinho na barriga, porque nunca, até então, eu havia viajado para longe apenas para assistir a um show. Tive a sorte em dividir a aventura (foram mais de 2.000 Km de ônibus, ida e volta) com uma grande amiga, tão disposta e fã do Franz Ferdinand como eu.

Tentar descrever aquela noite não fará jus à inesquecível real experiência que agora mantenho de forma clara e com carinho na memória. Foi, de fato, impressionante ver pessoas dividindo um momento de comunhão, pulando, dançando, cantando... era perceptível, a todo o instante, o espanto dos músicos com relação à participação fervorosa do público brasileiro. Não é exagero dizer que o êxtase permeou toda a performance da banda, de modo que, ao final do show, parecia que todos tiveram a experiência de uma catarse coletiva.

Escrevo essas reminiscências porque foram fortemente evocadas ontem, quando tive a oportunidade de assistir Franz Ferdinand ao vivo, novamente, desta vez em Brasília. Custei a acreditar quando foi anunciada a inclusão de Brasília dentre as cidades brasileiras que receberiam a turnê Tonight, álbum mais recente da banda. Passada a emoção inicial incitada pela inesperada notícia, veio a angústia pela demora em ser liberado o local onde seria realizado o show. Apenas em fevereiro foi divulgado o local, Marina Hall. Ainda que não tenha ficado animada com o local escolhido, abstraí, já que Franz Ferdinand faria show na cidade, ou seja, eu não teria de viajar para Rio ou Sampa, dessa vez; no final, o local pouco importava.

Ingressos comprados, expectativa. Minha intenção era tentar ficar o mais perto possível do palco. Minha surpresa foi conseguir ficar colada à grade, do lado direito do palco. Instantes antes de o show começar, quando a equipe da turnê preparava os instrumentos, senti meu coração bater mais forte, minhas mãos formigavam... não conseguia conter a felicidade de estar perto do palco, de estar prestes a revê-los. Eles entraram no palco, sorrindo, e se depararam com um salão cheio de gente. Bateria, guitarras, sintetizadores, baixo, vozes, tudo convergiu para uma explosão de emoções, bem próxima daquela que ocorreu há quatro anos na Lapa carioca. Perpassaram sucessos dos três álbuns lançados e a cada música o público pulava, gritava, cantava, suava, reclamando de um local não ideal, mas agradecendo a oportunidade de estar ali. Alex Kapranos continua um show à parte, com sua simpatia contagiante, ganhando o público com um pouco de português, suas danças e trejeitos. Ao final, Franz Ferdinand sempre deixa um gostinho de “quero mais”.





Vídeo por Leliska

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Expectativa II


Tim Burton e Johnny Depp sempre funcionam muito bem juntos.
De quebra, o mundo mágico de Lewis Carroll...
Estou contando os dias para a estreia.

Expectativa I

Amo musicais e Daniel Day-Lewis...
Que chegue logo dia 15 de janeiro de 2010!

domingo, 15 de novembro de 2009

Sou eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.

Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,

Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.

Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,

Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.

Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.

Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Sou eu mesmo, que remédio! ...

(Álvaro de Campos)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um poema de E.E. Cummings para uma bela tarde que se inicia:

i carry your heart with me

i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear

no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows

(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

The New York Trilogy

“New York was an inexhaustible space, a labyrinth of endless steps, and no matter how far he walked, no matter how well he came to know its neighbourhoods and streets, it always left him with the feeling of being lost. Lost, not only in the city, but within himself as well. Each time he took a walk, he felt as though he were leaving himself behind, and by giving himself up to the movement of the streets, by reducing himself to a seeing eye, he was able to escape the obligation to think, and this, more than anything else, brought him a measure of peace, a salutary emptiness within. The world was outside of him, around him, before him, and the speed with which it kept changing made it impossible for him to dwell on any one thing for very long. Motion was of the essence, the act of putting one foot in front of the other and allowing himself to follow the drift of his own body. By wandering aimlessly, all places became equal and it no longer mattered where he was. On his best walks, he was able to feel that he was nowhere. And this, finally, was all he ever asked of things: to be nowhere. New York was the nowhere he had built around himself, and he realized that he had no intention of ever leaving it again.” (The New York Trilogy, Paul Auster)
Já nos primeiros parágrafos de The New York Trilogy, de Paul Auster - livro que finalmente comecei a ler após algumas recomendações - deparei-me com o trecho aí transcrito. Acho que essa leitura promete ser bem proveitosa.
xxx

John Lennon

(1940-1980)

Não me lembro exatamente como meu interesse pelos Beatles foi despertado. Lembro-me, sim, de usar minha mesada, aos quinze ou dezesseis anos, para comprar CDs do quarteto de Liverpool e completar, feliz da vida, minha coleção de álbuns (ou melhor, quase, já que não tenho o Past Masters Volume One). Mais ou menos nessa época passou na TV Globo o documentário Anthology, o qual gravei em fitas VHS. Pouco mais de dez anos depois, adquiri o Box de 5 DVDs desse documentário. E para completar, mergulhei na biografia de John Lennon, uma das figuras mais queridas e polêmicas do século XX.
Minha recordação mais remota de Lennon é o LP "Shaved Fish", disco de singles lançado em 1975, que tínhamos em casa. Eu, criança, fiquei fascinada pela capa do LP e até então não tinha consciência da presença marcante de John Lennon na música mundial, muito menos que ele tinha sido um Beatle, descobertas que ocorreram bem depois.
Uma vez iniciada a leitura de "John Lennon – A Vida", escrita por Philip Norman, foi impossível não me apaixonar pela história de um homem cheio de defeitos e qualidades, como qualquer um de nós. Depois de 800 páginas, percebi um ser humano inteligente, com tino para liderança, arteiro, inseguro, rude, educado, engraçado, espirituoso, sensível, amoroso, conquistador, atrevido, desbocado, avesso às formalidades, criativo, amante das palavras, inconformado, carente, determinado, revoltado, artístico, contraditório, impulsivo, reconhecedor dos próprios erros... (isn’t he a bit like you and me?)
De uma pincelada no histórico dos antepassados de John, em especial seu avô paterno, até o fatídico dia 8 de dezembro de 1980, somos levados a fazer uma viagem ao longo de pouco mais de 40 anos, desde quando seus pais, Alfred Lennon e Julia Stanley, se conheceram, passando por seu nascimento, em 9 de outubro de 1940; sua infância ao lado da tia Mimi e do tio George; a ausência do pai; seu gosto pela leitura e pelo desenho; sua paixão pelo rock 'n' roll incitado por Elvis Presley; a formação de The Quarrymen, a banda embrionária que se tornaria The Beatles; a morte da mãe; as aventuras em Hamburgo; a Beatlemania; o casamento precoce com Cynthia Powel em razão de um filho a caminho; as experiências com a meditação transcendental; as viagens com LSD; sua paixão por Yoko Ono; sua ojeriza à época da Beatlemania; seus protestos de “make l, not war”; seu processo de autoconhecimento; sua fase de “dono-de-casa” cuidando de Sean; até o ponto final de uma vida cheia de sonhos e desejos.
Não consigo ler ou assistir algo sobre sua morte sem ficar emocionada. Fico pensando o que teria feito Lennon ao vivenciar as manifestações musicais ocorridas ao longo das décadas de 1980, 1990, 2000, todos os acontecimentos geopolíticos, todos os avanços tecnológicos... enfim, me pergunto o que poderíamos esperar de sua música.
Da fase Beatles, John Lennon desde sempre foi meu Beatle “preferido”, principalmente pela irreverência. A impressão que tenho é que, durante essa fase, todos viviam sob uma máscara feita para vender discos. Não que seja divertido escutar “With The Beatles” ou “Beatles for Sale”. No entanto, para mim, a banda fica mais interessante quando começa a experimentar outros sons em “Revolver”, por exemplo, até descambar no “White Album”, que transparece que cada um já estava fadado a seguir seus respectivos caminhos. Ainda que não oficialmente declarado, “Abbey Road” encerrou com brilhantismo a história de uma das bandas mais influentes, senão a mais, do cenário rock, pop, ou que quer que seja. Muitos já beberam, bebem e beberão dessa fonte.
Da leitura que fiz, o que mais me fascinou foi conhecer um pouco sobre a fase pós-Beatles de John Lennon. Contrariamente à corrente que condena Yoko Ono como a culpada pelo fim da banda, acho que dificilmente alguém com a personalidade de John acabaria o trabalho com os Beatles se realmente não quisesse. Talvez ela tenha sido um instrumento que justificou ou impulsionou algo que ele já quisesse fazer. Não digo que ela seja santa ou não tenha tido motivos escusos ou não tenha sido manipuladora. É o tipo de discussão que não leva a lugar algum.
Passada toda a exposição maciça em prol do “Give peace a chance” por meio do movimento “bed in” (idéia que se tornou moda depois – pessoas famosas lutando por uma causa), vieram os exercícios de terapia e autoconhecimento, álbuns de sucesso, a interação com o que estava em voga na década de 1970, o glam rock, trabalhando ao lado de David Bowie e Elton John, e o aparente amadurecimento de um homem que fazia aquele de 1964 parecer uma caricatura. Importante prova disso foi a total dedicação despendida a seu filho Sean durante quase 5 anos, quando então voltou a gravar em 1980. Planos para rever a tia Mimi e sua Inglaterra, gravar músicas que brotavam, sair viajando em turnê, tudo ao alcance das mãos não fosse o desvio mental de um americano que viajou de Honolulu, Havaí, a Nova York carregando um calibre .38. Certamente um daqueles momentos que nos faz desejar existir uma máquina do tempo e mudar a história.

sábado, 18 de julho de 2009

Beirut



Completely in love with Beirut, Zach Condon, their sounds, their rhythm... I wish I could go to their show in September... It's only a dream by now. Sad reality.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Tonight is the night"


Sempre fui fã de seriados de tv... americanos. Não perdia um episódio de Barrados no Baile (as reprises com as vozes originais no canal Sony são muito estranhas para quem só assistia pela Globo como eu), via Melrose Place não com o mesmo entusiasmo, Plantão Médico foi minha paixão por anos, Friends era indispensável (e ver reprises agora é fundamental!)... Dentre tantas opções que a tv a cabo, dvd ou internet podem oferecer, considero-me fiel a pelo menos dois seriados: Lost e 24. De ambos já assisti a todos os episódios de todas as temporadas até agora. Mas ainda tento ver Grey's Anatomy, a 15ª e última temporada de Plantão Médico (ou ER), C.S.I., Cold Case e por aí vai...

Nas idas e vindas da vida acabei por experimentar ver o tal do Dexter e... viciei. Foram 3 temporadas em duas semanas e meia. Tá, nem foi um recorde meu, mas considerando que o tempo anda meio escasso... Como pude ficar fã de um serial killer tão fofo como Dexter Morgan (loucura, não?). Talvez a culpa seja do ótimo ator Michael C. Hall. Lembro-me dele em Six Feet Under "ages ago" como o filho gay de uma família louquíssima dona de uma funerária. Era o personagem mais legal. Agora é esperar até setembro para a 4ª temporada de Dexter.